O Governo de Goiás encaminhou à Assembleia Legislativa (Alego) um projeto de lei para abrir crédito especial de R$ 292 milhões ao Fundo Estadual de Saúde (FES). O recurso será destinado à aquisição e estruturação do prédio que deverá abrigar a nova sede do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO), no Conjunto Fabiana, em Goiânia.
A proposta, protocolada como projeto nº 21.945/26, foi lida no plenário da Alego nesta terça-feira (27). A própria Assembleia confirmou oficialmente que a matéria prevê a abertura do crédito especial ao Fundo Estadual de Saúde.
O valor de R$ 292 milhões, porém, não significa que a compra do imóvel já esteja autorizada ou concluída. A secretária estadual da Economia, Renata Noleto, explicou a O Popular que a aprovação do projeto representa uma etapa orçamentária necessária para viabilizar a negociação.
Segundo a apuração do jornal, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) trabalha na elaboração da minuta do contrato de compra e venda, enquanto integrantes das secretarias da Economia, Saúde e Geral de Governo acompanham o processo.
A negociação em andamento modificou o cronograma inicialmente previsto para a compra do imóvel.
De acordo com O Popular, a proposta atual prevê o pagamento de R$ 292 milhões ainda em 2026, com a entrada a ser quitada até 30 de novembro.
O Estado ficaria então sem parcelas em 2027. Os pagamentos seriam retomados em 2028, com R$ 104 milhões, e concluídos em 2029, com aproximadamente R$ 92,9 milhões.
Se o formato for confirmado, o desembolso total ficará em cerca de R$ 488,9 milhões.
A redução decorre de um desconto estimado em R$ 11,1 milhões relacionado à antecipação dos pagamentos, segundo as informações obtidas pelo jornal.
O imóvel pertence à Cedro Participações e foi originalmente construído em parceria com o Grupo Oncoclínicas para receber o Cancer Center Goiânia.
Quando o projeto de transferência do HUGO foi anunciado, a previsão inicial era de uma operação próxima a R$ 500 milhões.
Um ofício-proposta assinado pelo secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis, previa inicialmente uma entrada de R$ 156 milhões. Em 2027, outros R$ 72 milhões seriam pagos em três etapas, seguidos por duas parcelas de R$ 135 milhões em 2028 e 2029.
O governo chegou a buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição.
A operação, porém, não avançou a tempo. Embora uma autorização legislativa para contratação do crédito tenha sido sancionada em agosto, as regras aplicáveis a novas operações de crédito estabelecem limites relacionados ao período final de mandato.
Com isso, o Estado passou a trabalhar com recursos próprios e com a antecipação de parte dos pagamentos.
O projeto enviado nesta semana cria uma nova dotação orçamentária porque a despesa não estava prevista dessa forma na Lei Orçamentária Anual de 2026.
A chamada “ação orçamentária 3389” será destinada à aquisição e estruturação da nova sede do HUGO.
A proposta prevê que a abertura do crédito seja custeada com recursos provenientes de superávit financeiro apurado no balanço do exercício anterior.
A iniciativa ainda precisa avançar na Assembleia Legislativa. Na terça-feira, o projeto foi lido em plenário, mas não chegou a iniciar a tramitação na Comissão Mista por falta de quórum, segundo O Popular.
Ou seja: a abertura do crédito é um passo para a compra, e não a formalização da aquisição do prédio.
O imóvel escolhido para receber o hospital possui 11 pavimentos e aproximadamente 47 mil metros quadrados.
O Governo de Goiás já confirmou que a nova estrutura terá 531 leitos, distribuídos entre UTIs, apartamentos, enfermarias, observação e estabilização. O hospital contará ainda com 20 salas cirúrgicas — o dobro das dez existentes na atual unidade.
Metade das acomodações clínicas e cirúrgicas deverá ser formada por apartamentos individuais.
A estrutura será destinada a atendimentos de urgência e emergência e a procedimentos de alta complexidade, incluindo trauma, neurologia e neurocirurgia.
Atualmente, o HUGO funciona no Setor Pedro Ludovico e é uma unidade estadual de referência em traumatologia, urgência e emergência de média e alta complexidade.
Segundo a estimativa da Secretaria de Estado da Saúde apresentada na negociação, as obras de adaptação deverão seguir até o fim de março de 2027.
Depois da entrega definitiva, a previsão é de aproximadamente seis semanas para colocar os serviços em funcionamento de forma gradual. Com esse calendário, a nova sede poderia começar a operar por volta de maio de 2027.
O Governo de Goiás já havia anunciado oficialmente que a transferência para o Conjunto Fabiana ocorreria em 2027, embora ainda não tivesse divulgado naquele momento uma data exata para o início dos atendimentos.
Novo HUGO terá capacidade de atendimento dobrada — nova estrutura no Conjunto Fabiana terá 531 leitos e 20 salas cirúrgicas.
Na busca realizada no acervo do GiroGoNoticias, este foi o conteúdo diretamente relacionado à transferência do HUGO localizado e verificado.
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Para Instagram, eu destacaria o tamanho do aporte, mas sem dar a entender que os R$ 292 milhões já foram pagos.
🏥 O Governo de Goiás quer abrir um crédito de R$ 292 milhões para avançar na compra do prédio que deverá receber o novo HUGO, em Goiânia.
O projeto foi encaminhado à Assembleia Legislativa e cria uma dotação específica no Fundo Estadual de Saúde para a aquisição e estruturação do imóvel, localizado no Conjunto Fabiana.
⚠️ A aprovação do crédito, porém, não significa que a compra já esteja concluída. Trata-se de uma etapa necessária para viabilizar o negócio.
Segundo apuração de O Popular, a negociação atual prevê:
💰 R$ 292 milhões de entrada ainda em 2026, até 30 de novembro;
➡️ nenhum pagamento em 2027;
💰 R$ 104 milhões em 2028;
💰 cerca de R$ 92,9 milhões em 2029.
O novo formato levaria o valor total para aproximadamente R$ 488,9 milhões, após desconto decorrente da antecipação de pagamentos.
🏥 O prédio que deverá receber o HUGO tem 11 pavimentos e 47 mil m².
A nova unidade terá:
➡️ 531 leitos entre UTIs, apartamentos, enfermaria, observação e estabilização;
➡️ 20 salas cirúrgicas, o dobro da estrutura atual;
➡️ atendimento de urgência, emergência e procedimentos de alta complexidade.
As adequações estão previstas para seguir até março de 2027. A estimativa é de que os serviços comecem a funcionar gradualmente por volta de maio do próximo ano.
O projeto dos R$ 292 milhões ainda precisa avançar na Alego.
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