Ele é verde, tem orelhas diferentes, mora em um pântano e faz de tudo para manter as pessoas longe. Mesmo assim, Shrek se tornou um dos personagens mais queridos do cinema. Mas por que um ogro que não se parece em nada com os príncipes dos contos de fadas conquistou tanta gente?
A resposta está justamente naquilo que o torna diferente. Shrek não é o herói bonito, elegante e perfeito das histórias tradicionais. Ele é julgado pela aparência, prefere viver isolado e acredita que ninguém será capaz de gostar dele como realmente é.
Essa história, que mistura humor e uma crítica ao preconceito, será apresentada em Goiânia no dia 8 de novembro, às 17h, no Teatro Madre Esperança Garrido. A Cia de Teatro Carlos Moreira prepara uma montagem de “Shrek – O Musical”, com ingressos a partir de R$ 35.
Na história, o pântano representa muito mais do que a casa do personagem. É o lugar onde Shrek consegue viver sem enfrentar os olhares e julgamentos das outras pessoas.
Acostumado a ser tratado como um monstro, o ogro transforma a solidão em uma forma de proteção. Ele afasta os visitantes antes que alguém tenha a oportunidade de rejeitá-lo.
Tudo muda quando criaturas de contos de fadas invadem sua propriedade e ele precisa sair em uma aventura para recuperar a tranquilidade.
É nesse caminho que conhece o Burro Falante, um companheiro insistente que desafia seu desejo de permanecer sozinho.
A cor verde é uma das principais características visuais de Shrek e ajuda a diferenciá-lo dos heróis tradicionais.
O personagem foi criado pelo escritor e ilustrador William Steig e apareceu originalmente no livro infantil “Shrek!”, publicado em 1990.
Na obra, o protagonista já era um ogro verde, de aparência assustadora, muito diferente dos personagens que costumavam representar a beleza nos contos infantis.
A animação lançada pela DreamWorks em 2001 transformou essa figura em um fenômeno mundial.
O filme inverteu a lógica das histórias de princesas: em vez de um príncipe encantado salvar uma jovem indefesa, um ogro mal-humorado se tornou o herói.
Outro ponto importante da história é a princesa Fiona.
Inicialmente apresentada como uma personagem típica dos contos de fadas, ela guarda um segredo que muda a maneira como o público enxerga sua trajetória.
Fiona também enfrenta o conflito entre sua verdadeira identidade e a aparência que acredita precisar ter para ser aceita.
A relação entre os dois personagens mostra que o amor não depende de corresponder a um padrão de beleza.
Essa é uma das razões pelas quais a história continua fazendo sentido para crianças e adultos, mesmo décadas depois de sua estreia no cinema.
Levar o ogro verde para o palco exige mais do que vestir uma fantasia.
Na montagem que será apresentada em Goiânia, Daniel Ferreira interpreta Shrek. A caracterização do personagem contará com próteses desenvolvidas por Franco Pimentel e Leleko Diaz.
O trabalho precisa reproduzir características marcantes do ogro, como o rosto arredondado, as orelhas e a pele verde, sem impedir os movimentos e as expressões do ator.
O espetáculo também terá cenários, coreografias, figurinos, iluminação e projeções.
Bryan Cruz interpretará o Burro Falante. Mary Cotrim viverá Fiona princesa, enquanto Patrícia Strada assumirá a versão ogra da personagem. Brunno Karvalho interpretará Lord Farquaad e também assina a direção artística.
A direção geral é de Carlos Moreira.
Embora seja conhecido pelas piadas, Shrek apresenta uma discussão sobre preconceito que continua atual.
O protagonista sofre rejeição pela aparência. Fiona tenta corresponder a expectativas sobre como uma princesa deve ser. Já o Burro Falante demonstra que uma amizade pode surgir entre pessoas completamente diferentes.
A história questiona a ideia de que alguém precisa ser bonito, popular ou perfeito para merecer respeito e carinho.
É justamente essa inversão dos contos de fadas que transformou Shrek em um personagem reconhecido por diferentes gerações.
Em Goiânia, o público poderá rever essa aventura em uma apresentação voltada para toda a família.
O espetáculo será apresentado no domingo, 8 de novembro de 2026, às 17h, no Teatro Madre Esperança Garrido, localizado na Avenida Contorno, 241, Setor Central.
Os ingressos custam R$ 35 (meia) e R$ 70 (inteira) para a plateia superior. Na plateia inferior, os valores informados são R$ 40 (meia) e R$ 80 (inteira). Há cobrança adicional de taxa de serviço.
A classificação é livre, e os ingressos estão disponíveis na Bilheteria Digital:
https://www.bilheteriadigital.com/shrek-08-de-novembro
Mais informações: (62) 99142-6714.
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